Pra buscar algum porquê de fazer teatro, por que ficar sem o fazer não tem por que, nem da, nem seria possível evitar. Pra rir e pra chorar, para chorar de rir e rir por não poder mais chorar. Tente, tente, tente e uma hora sai. E assim vai, e assim vai. Às vezes cai, mas mesmo assim vai. E se é teatro, esperamos que seja, que seja música. Poesia, prosa, e um tanto de qüiproquó. Mas que depois do balacobaco, fica um tanto brechtiano, e no final a Mãe Coragem tira os pães do forno e está pronto. É hora da ceia, do recheio, do centeio do pão. De dividir o gole do gole de uma gota de um pouco do que a gente viu. E descobriu e quer contar. Gole de vinho sem álcool, porque Dionísio nos fez descer do salto. Se vão rir ou chorar, a gente já viu, já sentiu e quer mais. E no final (do ponto do ônibus) a gente pega o caminho mais longo só pra conversar... E a gente fala, e como fala. Arte do ator, arte da palavra à toa. Mas numa boa, é fim, finito, Zé fini, o Zé feito Severinos como outros na vida, pelos quais a gente grita, e grita, e grita (e quando sobra prosa no encalço, canta). É hora da janta e não tem bóia. Mas uma hora vai ter. Vocês vão ver...Vai ter... Vai ter. Vai.



terça-feira, 29 de julho de 2008

O que dizer com essa peça

Por Eliani Hypolito

Nós, da Cia. Simpáticos, após algumas reflexões e discussões sobre o que queremos, realmente e em conjunto dizer com esse texto, sob qual ponto de vista queremos por em cena essa obra do Górki. Queremos lidar, primordialmente com as questões humanas, sociais e políticas, a partir da trajetória de cada uma daquelas personagens que queremos mostrar, suas motivações pessoais, e o que, externamente os leva àquela situação.

Dá pra perceber que não é um trabalho nada fácil, ne? Mas nutridos pelas nossas pesquisas, motivados pelas nossas vontades e orientados pelos nossos professores vamos erguer as mangas e continuar a trilhar esse caminho, não menos complicado do que prazeroso.